quarta-feira, 16 de abril de 2014

Henrique lembrou-se do que Átila lhe dissera certa vez. Quando um brasileiro chega pela primeira vez em Budapeste, ele se converte a uma nova religião. Ele deixa de ser católico, por exemplo, e vira budapestélico, converte em si através da cidade uma perspectiva de salvação pelo erro de estar ali vendo aquele rio imaculado recebê-lo como vítima ou assassino. Uma cidade que é duas, três ao mesmo tempo, deixa um brasileiro perdido na sedução redentora que ela oferece.

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